De todos os ângulos possíveis, arrisco dizer que talvez seja do bairro onde vivi minha adolescência, o Pontal da Cruz, o mais impactante visualmente.
Destemido, já aos 10 anos fazia minhas primeiras "escaladas" por ali, irresistivelmente atraído por aquelas elevações, muito mais do que pelo mar tão próximo. Traços genéticos da ascendência tupinambá, provavelmente.
O fato é que passei muitos dos meus verdes anos percorrendo aqueles (não menos) verdes caminhos. Fosse caçando passarinhos em arapucas que eu mesmo fazia ou simplesmente caminhando, sozinho ou com algum companheiro. Pés descalços, sem garrafas d'água, ouvindo apenas o barulho silencioso da mata.
Adorava aquilo. Saía bem cedinho, escuro ainda, e voltava à tarde, almoço já frio, para desespero de minha mãe.
Depois, menos adolescente e com outras prioridades, deixei de lado esse ímpeto, mas nunca de me admirar com a paisagem, arrebatadora.
No último feriado chamei meu mano, pegamos Lorenzo e os primos Daniel e César e arriscamos reviver, em menor escala, as antigas epopéias.
E reviver o menino que não tinha internet ou videogames, mas, sem dúvida, muito mais do que isso.
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